(Cotidiano urbano + amor correspondido + médico milagroso + artes marciais + CEO mulher) O rapaz que cresceu nas montanhas, sem qualquer preparação, foi expulso pelo seu mestre. Pensando ter escapado
A luz do sol atravessava o céu de um azul profundo e se derramava sobre a cidade fervilhante. Um rapaz estava sentado no gramado à beira da estrada, com um cão negro nos braços. Seus olhos vagavam, perdidos, pelos veículos que passavam sem cessar, enquanto ele dividia com o animal um pão branco cozido no vapor.
— Pequeno Branco, parece que o dinheiro que o mestre nos deu acabou. O que fazemos agora?
O cão negro apenas ergueu a cabeça e respondeu com um latido curto, antes de voltar a comer o pão.
— E se a gente voltasse? Uma cidade tão imensa, e mesmo assim não há um único lugar para eu chamar de meu!
Dizendo isso, o rapaz se deitou no capim e ficou a fitar o céu, atônito.
Passado algum tempo, a sombra de um carro cobriu o sol sobre ele.
Logo em seguida, uma pilha de notas foi atirada em sua direção. O rapaz se ergueu de um salto, esfregando os olhos, e olhou, ainda confuso, para o veículo à sua frente.
Num esportivo amarelo vivo, uma moça baixou os óculos escuros até a altura dos olhos, com a mão direita no volante e o braço esquerdo apoiado na porta, observando o rapaz.
— Pequeno mendigo, isto é para você.
Depois disso, ela acelerou e disparou rua afora.
O rapaz permaneceu imóvel, sem ainda ter recobrado os sentidos. Parecia continuar preso à imagem graciosa da moça que acabara de ver.
O rosto dela era delicado, com traços bem definidos; os olhos brilhavam com vivacidade, como estrelas cintilando no firmamento; o nariz era elegante e os lábios, desenhados com nitidez, davam-lhe um ar ao mesmo tempo refin