Quando Ye Qiao acordou, descobriu-se no corpo da segunda irmã sênior de um romance onde todos se apaixonavam por uma única personagem. No enredo original, sempre que a irmã mais nova precisava de ajud
As Grandes Seitas são todas um bando de imbecis.
De verdade.
Esse foi o primeiro pensamento que surgiu na mente de Ye Qiao no dia em que atravessou para este mundo.
Ela era uma humilde trabalhadora, uma mera engrenagem corporativa. Passara a noite em claro para finalmente terminar um projeto de design e, ao acordar, descobriu-se neste universo de lâminas e espadas, o mundo do cultivo imortal.
A dona original do corpo também se chamava Ye Qiao, uma criança recolhida por compaixão pelo Mestre da Seita, Yun Hen, ao pé da montanha.
A Seita Lua Serena, uma das cinco maiores do mundo do cultivo.
Uma seita dedicada primordialmente à geomancia e ao traçado de selos e formações; em suma, seus discípulos diretos eram todos magos.
Yun Hen possuía um coração gentil; mesmo diante do talento medíocre da jovem, acolheu-a como discípula.
Quando fora recolhida, Ye Qiao era a segunda em antiguidade, com dois irmãos de seita. Não era exatamente idolatrada, mas sua vida no clã era suportável—até que tudo mudou, quando o mestre trouxe consigo uma jovem mortal.
Yun Hen, sempre distante e impassível, começou a abrir exceções, uma após outra, por aquela menina mortal—ao ponto de aceitar como discípula uma jovem sem o menor traço de linhagem espiritual.
Para a antiga Ye Qiao, isso era incompreensível.
Mas Ye Qiao, agora portadora do conhecimento do enredo, sabia bem: aquilo era um romance de protagonista irresistível.
Na história, a heroína chamava-se Yun Que: delicada, frágil, com olhos que se enchiam de lágrimas ao menor d