Não sou uma pessoa perfeita, tampouco um companheiro de equipe fácil de lidar, e nem sequer posso ser considerado alguém de bem. Contudo, ninguém neste mundo pode negar que sou o maior jogador de basq
1992, Louisiana, Jonesville, Escola Secundária Blok.
Rogério olhava para os colegas de diferentes tons de pele e sorrisos abertos, finalmente aceitando um fato: ele realmente teria que passar pela adolescência pela segunda vez, agora nos anos 90 americanos.
Apenas dois dias antes, Rogério era um trabalhador comum. Dedicado por anos à empresa, viu um estagiário que vivia cometendo erros ser promovido a chefe logo após ser efetivado, enquanto ele, com as noites mal dormidas, já começava a perder cabelo, permanecendo num cargo inferior.
Depois, soube que o estagiário não era incompetente; na verdade, o rapaz possuía um talento especial: seu tio era o presidente do conselho.
Naquele momento, Rogério compreendeu: você pode ser o melhor, mas de que adianta? No fim das contas, é preciso ter influência e bons contatos.
Naquela noite, o estagiário postou nas redes sociais uma captura de tela mostrando que havia adquirido um carro novo, um modelo Mi 7, elogiando seu preço. Rogério, ao comparar os mais de vinte mil dólares do veículo com seu modesto automóvel comprado à custa de anos de sacrifício, sentiu vontade de perguntar: por quê?
Às vezes, Rogério desejava que todos os empregos fossem como o basquete: ou você é bom, ou não é. Não importava se fosse o filho predileto de Brony; se jogasse mal na universidade, não teria futuro no draft. Mesmo sendo primogênito de Jordan, se marcasse 58 pontos em 59 jogos universitários, não adiantava ter um pai famoso.
O que importava era a justiça: quem tem talento, sobe; quem não tem, desce.
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